Redação
Duas máquinas furtadas foram apreendidas durante uma ação de combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, em Pontes e Lacerda, a 483 km de Cuiabá. O caso ocorreu na última quinta-feira (13), mas só foi divulgado pela Polícia Civil neste sábado (15). A região tem sido alvo de intensa atividade garimpeira e está entre as três terras indígenas com mais ocorrências de garimpo ilegal no país.
A apreensão foi realizada no âmbito da Operação Protetor das Fronteiras e Divisas, que contou com o apoio do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Polícia Civil.
Inicialmente, a polícia havia sido informada sobre apenas uma máquina na terra indígena. No entanto, ao chegarem ao local, os agentes encontraram dois equipamentos pesados, um deles em funcionamento e o outro com problemas mecânicos. A apreensão representou um prejuízo estimado em R$ 1 milhão para os criminosos.
As máquinas foram encaminhadas ao Centro Integrado de Segurança e Cidadania (CISC) de Pontes e Lacerda para os procedimentos legais. Até a publicação desta reportagem, ninguém havia sido preso pelo crime.
A Terra Indígena Sararé, que abriga o povo Nambikwara, tem sido alvo constante da exploração ilegal de ouro. Imagens aéreas registradas durante a Operação Rondon, deflagrada pela Polícia Federal entre os dias 12 e 13 de março, mostram graves danos ambientais causados pela atividade garimpeira, com vastas áreas devastadas e transformadas em verdadeiros pântanos de lama.
Na ação, foram destruídas escavadeiras hidráulicas, motores estacionários e outros equipamentos usados na extração clandestina. Além disso, foram apreendidas munições, celulares, anotações e outros objetos ligados à atividade criminosa.
Segundo a Polícia Federal, as operações têm como objetivo frear a exploração ilegal de recursos naturais e combater crimes como usurpação de bens da União, crimes ambientais, porte ilegal de armas e até homicídios motivados por disputas territoriais.
A presença de garimpeiros na Terra Indígena Sararé tem sido combatida em diversas operações. Em maio de 2020, a Polícia Federal desocupou um garimpo ilegal de ouro na área, mas os invasores retornaram após a saída das forças de segurança. Em março de 2021, uma nova fase da operação resultou na apreensão de equipamentos e na retirada de garimpeiros, em uma ação que envolveu 50 policiais federais e mais de 100 militares do Exército Brasileiro.
Apesar das operações, o garimpo ilegal continua sendo uma ameaça para a preservação ambiental e para a segurança das comunidades indígenas que vivem na região.
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